17 de dez de 2012

Estágio de observação nos Anos Iniciais



A turma PED 0100 da professora Lidiane Soares fez seu primeiro estágio de observação nos Anos Iniciais. Tudo que haviam estudado na teoria, chegou a hora de colocar em prática no momento de intervenção, momento estes de alegria e realização tanto pessoal como profissional, pois mais um obstáculo foi superado,  demostrado na Socialização.
A Socialização ocorreu no dia 27 de novembro do corrente ano, onde a PED 0100 convidou a PED 339 da Professora Aline Ayres que passarão pelos mesmos passos no ano de 2013/1.
Agradecemos a PED 339 pela atenção e desejamos que tenham muito sucesso nesta nova etapa!
O aluno Clébio O. S. Pereira da PED 339 da professora Aline Ayres nos surprendeu quando escreveu esse texto que nos emocionou e nos deixou ainda mais fortes e encorajadas para os estágios seguintes, pois ainda não acabou temos mais alguns pela frente.
Mais uma vez obrigada!



Poderia eu estar relatando a minha observação, através de um olhar
humildemente técnico e com pouca experiência, da apresentação de uma turma de pedagogia
da UNIASSELVI, do seu estagio de regência. Quero dizer que poderia eu, estar apenas
transcrevendo as seqüências das apresentações das colegas de curso, citando o que cada uma
disse, citou, etc... como por exemplo: primeiro se apresentou fulana de tal falando sobre isto
ou aquilo, depois beltrana falando sobre aquilo e isto, mas não será assim que contarei esta
historia.



Poderia, mas não o farei. Não o farei porque me sinto na obrigação de relatar a
grande experiência que tive, e a grande lição de superação que presenciei naquele dia 27 de
novembro de 2012.

Fato conhecido por todos que minha profissão, embora possua grandes vínculos
com a educação, e ensino, se mostra um tanto quanto, carregada com alguns resquícios de pré
conceitos culturais remanescentes de outros tempos da sociedade.

Embora os tempos tenham mudado, e mudaram muita para a melhor, cuja
a evolução se deu não só tecnologicamente, mas também humana e socialmente,
transformando através da educação e do conhecimento, as antigas mazelas culturais
trazidas a mim como normais dentro da nossa sociedade, e aos poucos estão mudando, se
transformando.

Se faz necessário esta explicação, para que você leitor, entenda nos fatos a seguir,
o quão transformador, poder ser um pequeno momento da nossa vida enquanto pessoas,
enquanto eternos aprendizes nesta jornada de conhecimento. Pois então, voltemos ao dia
27 de novembro de 2012, aonde mais este aprendizado se deu. No inicio me pareceu mais
uma apresentação de trabalhos (é bem verdade que cheguei atrasado à aula, justificado
é claro, perdendo assim a introdução realizada pela tutora) no entanto, embora eu tenha
saído de um turno de 36 horas ininterruptas de serviço operacional, praticamente um zumbi
de “the walking dead” famosa serie de mortos vivos norte americana, logo aquelas meninas
prenderam minha atenção.

Ao relatar suas experiências, elas o faziam, embora com um nervosismo aparente,
o que é extremamente normal, com total sinceridade, descreveram as suas alegrias ao
compartilhar e ensinar os então “seus” alunos no estágio de regência, vi nos olhos de
várias delas, a satisfação em ter realizado aquele trabalho. A alegria de ter superado vários
obstáculos que talvez nem mesmo elas esperassem superar com tanta facilidade.

Ao compartilhar os medos, os anseios conosco, o fizeram com personalidade, com
afeição, com satisfação por ter mais esta etapa cumprida em suas vidas. E mais, não só
o fizeram, mais compartilharam conosco, ou seja, com pessoas desconhecidas, as quais
poderiam analisar de todas as formas.

Mas aquelas garotas o fizeram, abriram seus corações com alegria, com sinceridade e
paixão..., sim...paixão. Qual profissional, pelo menos o bon, não é apaixonado pelo que faz, se
não o for, nunca será feliz na sua escolha e conseqüentemente não será um bom profissional,
pois se frustrará mais rapidamente do que o apaixonado, não que este último não se frustre
em alguns momentos, mas a diferença será que o apaixonado será capaz de absorver... de
canalizar esta frustração, transformando-a em motivação para achar uma solução para o problema, e não apenas ficar reclamando disso ou daquilo. Ele ou ela serão a diferença na sua
escolha como professor.
Aquelas meninas mulheres, ou mulheres meninas, mostraram algo nato do seu
gênero, a competência em buscar os detalhes, em superar dilemas..., e, elas conseguiram.
Mostram a nós, e principalmente a mim, que é possível se você quiser vencer seus medos,
seus limites. Mostraram que ao superar estes desafios, algo é garantido, a evolução do
conhecimento pessoal de cada um. Esperamos poder aproveitar o que estas vitoriosas colegas
compartilharam conosco, sendo dignos da generosidade delas ao transmitirem sua alegrias,
suas tristezas, suas dificuldades, suas soluções no estagio de regência. Obrigado garotas super
poderosas ... porquê é assim que as considero... dotadas do poder da superação.

Clébio O. S. Pereira
Acadêmico PED 0339







Nenhum comentário: