5 de mai de 2014

Aupex tem artista plástica como aluna do curso de Artes Visuais






Se você costuma apreciar exposições de pinturas em Joinville ou gosta de quadros, provavelmente, você já deve ter visto uma obra de Roselene da Costa Böge. Se o nome não lhe parece familiar é porque os quadros foram assinados como Rosi Costa, nome pelo qual a artista plástica é mais conhecida. Pedagoga, pós-graduada em Arte e Educação, e professora de pintura, Rosi está prestes a se formar no curso de Licenciatura de Artes Visuais da Aupex. “Senti a necessidade de obter uma formação acadêmica em Artes. E também sou uma pessoa aberta para aprender”, anuncia a simpática artista.

Há mais de 20 anos, Rosi está envolvida com a pintura, que começou como um hobby, e seguiu nos estudos de cursos práticos para se aperfeiçoar. A graduanda também percebeu que era necessário entender História da Arte e Desenho e Pintura para compreender o universo artístico. “Ainda assim, comecei a profissionalização em artes há apenas 10 anos para me preparar o máximo possível antes de começar a ensinar. Durante muito tempo, não tive vontade de mostrar os trabalhos que fazia”, lembra.

Hoje, a pintura é uma necessidade não só artística. Rosi mantém um ateliê de pintura há 10 anos em casa durante três dias da semana. Já os outros dois dias úteis da semana, a artista plástica faz questão de reservá-los para sua produção pessoal. Ela conta que sua rotina é corrida mas, que, consegue dividi-los entre as aulas pintura em tela, à própria família – marido e um casal de filhos adultos –,  às aulas na Aupex, às exposições artísticas periódicas, à encomenda de quadros artísticos e ainda à prática de arte, principalmente a contemporânea, para ela mesma.

Nas aulas da professora de pintura se estuda um pouco de teoria e o que o aluno preferir escolher, “pois o ateliê é livre”, justifica. Rosi conta que cada um tem seu tempo de aprendizagem, mas, que, normalmente o aluno aprende a pintar telas entre seis meses a um ano. “A maioria quer aprender a reproduzir pinturas”, adianta.

Ela afirma que os alunos percebem seu potencial e descobrem que não é necessário ter dom para pintar um quadro. “Todos temos habilidade para aprender e a arte pode ser ensinada e aprendida”, acredita. Além de instigar o aluno a alcançar o potencial, a artista revela que a pintura é uma terapia. “Muitos alunos tem depressão e a pintura se torna um ambiente para se expressar e conversar. A arte tem esse poder”.

Por gostar muito do contato com os alunos, ela adianta que um dos projetos para o próximo ano é iniciar o curso de arte-terapia. 
Rosi revela que tem necessidade de encontrar a arte contemporânea em tudo que faz. “Hoje acontece tudo ao mesmo tempo... o passado, o futuro”, manifesta. Outra preferência da artista, facilmente percebida, é a pintura de mulheres no seu dia-a-dia:  “Não trabalho a feminilidade nem o erotismo, mas a mulher comum. Sempre estou em busca da alma feminina”.

A artista julga-se uma não feminista e que seu trabalho é se apropriar da liberdade interior da mulher. “Não há igualdade de gêneros. A sociedade ainda reprime a mulher em vários aspectos”, opina.  Uma das marcas das pinturas de Rosi são mulheres com suas bolsas. “Eu vejo a bolsa como um símbolo do prolongamento da casa da mulher. A mulher tem segurança com a bolsa onde ela pode carregar tudo, é um símbolo interior”. 

Em vários lugares da cidade já houve exposições do trabalho da artista. Atualmente, Rosi  faz exposições em escolas como atividade prática do curso de graduação da Aupex. Ela dá uma dica para quem acha a pintura muito complexa ou busca outra forma de ensaiá-la. “Podemos pintar antes de desenhar”. 

A foto acima é de Rosi (centro) com outras alunas da Aupex que pintaram a parede do Polo de Graduação da Aupex.

Saiba mais sobre o trabalho da professora de pintura em seu Facebook pelo linkhttps://www.facebook.com/rosicostaboge?fref=ts

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