8 de ago de 2014

Mãe de criança com Síndrome de Down se torna professora que luta pela educação especial


Joanise da Silva Monteiro sempre teve o sonho de se tornar professora, mas não imaginava que a realização da profissão seria motivada pelo nascimento da filha caçula, hoje com oito anos. A filha nasceu com Síndrome de Down, um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo a mais no DNA, que implica em dificuldades de habilidade cognitiva em várias fases e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial.
A professora sabia que a alteração genética da filha demandaria alguns esforços. E foi isso que lhe impulsionou a obter uma formação acadêmica para contribuir na vida de pessoas deficientes como a da própria filha.
“Muitos profissionais ainda não tem capacitação para lidar com os alunos especiais, embora a legislação hoje exija que todos estejam integrados no ambiente escolar. Ainda há preconceito quanto à aceitação dos deficientes e medo por parte dos pais”, pondera. 
Ela garante que a filha obteve o melhor desenvolvimento porque, além do apoio da família, procurou a reabilitação desde cedo. “É essencial que uma criança seja estimulada desde pequena para não ter comprometimentos severos no seu desenvolvimento. Desde pequeninha, minha menina foi ao Naipe – Núcleo de Atendimento Integral à Pessoa Especial e à Apae, local ideal e capacitado para esses tipos de atendimentos.
A dedicação ao tratamento da filha reacendeu a paixão de Joanise pelo estudo da Pedagogia, principalmente na área de Educação Especial, que carece de muitos profissionais especializados no Brasil ainda por ser uma área de estudos mais recentes. “Então, resolvi me matricular na Aupex para poder me tornar uma pedagoga. O curso exigiu muito de mim e dos colegas, e nos tornou profissionais que só tem sede de contribuir cada vez mais para o estudo da Educação e de suas sub-áreas”, analisa.
Pouco tempo após iniciar o curso de Pedagogia, Joanise foi chamada para trabalhar na Apae, local onde se dedica há três anos. “Já passei por  quase todos os setores da Apae, que atendem desde bebês a idosos com vários tipos de deficiências. É um trabalho que exige muita dedicação, e que a gente aprende a amar”, afirma. 
Joanise sugere que os pais, desde cedo, façam o possível para acompanhar o tratamento das crianças que nascerem com qualquer tipo dedeficiência. “O apoio dos pais só ajuda no desenvolvimento dos filhos e a diminuir as severidades das síndromes ou das doenças.”  
Hoje, ela está cursando a Pós-graduação em Psicopedagogia da Aupex, onde pretende se tornar uma especialista na área de Educação Especial. Joanise é casada e tem outros dois filhos com idades de 24 anos e de 19 anos, que não nascerem com a síndrome.
Apaixonada pela causa e pela filha, ela garante que vai continuar se dedicando integralmente à luta pelos direitos dos deficientes. 

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